terça-feira, 29 de agosto de 2017

Conheça lugares para alimentar o corpo e a mente em Curitiba

Conheça lugares para alimentar o corpo e a mente em Curitiba
Um livro e um bom café para acompanhar parece algo com gostinho de casa. Em Curitiba, vários espaços conciliam arte, gastronomia, cafés e outras guloseimas - o Guia Gazeta do Povo preparou um roteiro com alguns deles para quem não quer só comida, mas também diversão, arte e literatura. Veja a seguir.
Arte & Letra concilia cafés e lanches com os livros, seja os que são vendidos no local, seja os que são produzidos pela editora que a cafeteria possui. Seguindo a mesma linha de fomentar a arte, o espaço também recebe lançamentos de livros – como o de Moya Cannon, poeta irlandesa que teve seu livro Melodias lançado pela editora Arte & Letra em agosto.
O cardápio inclui sanduíches como o vegano Montalbano, com pão integral, berinjela assada, ervas finas, tomate, tofu ou queijo branco, e também o Rattatouille, que vem com arroz cateto e ricota de castanha. A casa também serve almoço durante a semana, entre as 11h30 e as 14h, incluindo entrada, prato principal e suco.
O Bello Caffé tem uma biblioteca que contempla todos os gêneros literários - com exemplares que os clientes podem levar consigo para ler sem precisar fazer cadastro ou pagar taxas. Além disso, a cafeteria também aceita doações de novos exemplares para a sua coleção. Para comer ou beber, o destaque é o Bello Caffé, com leite vaporizado, café espresso, nutella e doce de leite, ou as opções de lanches, todas assadas, como os pasteis integrais e empadinhas.
Instalado em um antigo casarão dos anos 1960 que foi reformado, o Café Bathé é um misto de café, bistrô e galeria de artes. Atualmente, é um espaço que recebe exposições, eventos culturais e corporativos e também os que são voltados à gastronomia. As obras de arte expostas no Bathé ficam espalhados por todo o espaço de dois andares do sobrado.
Quem quiser matar a fome enquanto aprecia as obras da exposição permanente ou das itinerantes, existe o sanduíche de costelinha de porco desfiada, o de filé mignon com queijo ou, então, os cafés da Distinto Café.
No Café Camões, é possível encontrar poesias do famoso poeta português, que têm uma parede especialmente dedicada a elas, além de um espaço para expor fotos, no qual qualquer pessoa pode mostrar seus trabalhos com fotografia, sem necessidade de cadastro ou pagamento de taxa. O Camões também dispõe de livros que podem ser levados para casa, e um espaço para lê-los no próprio café.
Todos os dias, é servido o almoço executivo a partir das 11h30, sempre com um prato diferente. Para beber, novos tipos de café estão disponíveis, como o Paçoquinha, que tem doce de leite misturado com paçoca no fundo e nas bordas da xícara, além de café alpino, com chocolate alpino no fundo da xícara, café espresso, leite vaporizado, chantilly e alpino por cima, que pode ser acompanhado de pastel assado, com várias opções de sabor, como carne, palmito e frango.
Em Pinhais, a Café com Letra é uma livraria com mais de dois mil títulos disponíveis para compra que, além das prateleiras cheias de exemplares, conta com um café com opções como o tradicional espresso e cafés gourmet, como o café com creme de avelã e, para o verão, o frozen de Nutella, que é uma espécie de milk shake. Uma boa ideia é acompanhar as bebidas com salgados como empadão de frango, quiches como o de frango com alho-poró e tortas doces, como o cheesecake com frutas.
Conhecida no Centro de Curitiba, a padaria Pote de Mel tem uma biblioteca própria com livros que podem ser levados pelos clientes sem necessidade de cadastro ou pagamento, além de aceitar doações. O gênero predominante é o da ficção, o que faz com que muitos pacientes do Hospital das Clínicas, que fica na quadra de cima, peguem livros para ler enquanto esperam atendimento no hospital.
Além dos livros, a Pote de Mel tem também uma lanchonete, com opções como o misto quente dentro do pão de queijo, hambúrgueres, café espresso e capuccinos. A padaria, além do tradicional pão francês, tem opções como bolos e também porções, como a de broinhas de fubá.
Solar do Barão é um espaço para quem quer apreciar literatura e arte em pleno Centro Histórico de Curitiba. No meio do Largo da Ordem, o casarão abriga um complexo cultural que recebe exposições, cursos, oficinas e apresentações culturais diversas, sempre com programação voltada à comunidade em geral. Além disso, há o No Kafe Fest, espaço com café colonial e restaurante, que serve lanches rápidos, como pão de queijo e quiches, misturado com uma livraria que vende diversos títulos ligados à arte e literatura local.
A proposta do Le Mundi é ser um espaço que reúne cafeteria, literatura e também terapias alternativas, seja através de cursos, seja com atendimento ao público, com técnicas como o reiki. O local tem um ateliê de artes que oferece cursos de pintura, além de um acervo de livros para aluguel ou leitura na própria cafeteria. Para alugar os livros, com um prazo de 30 dias para devolução, é necessário fazer um rápido cadastro com alguns dados e pagar uma taxa de R$ 12 por livro.
Enquanto se lê, é possível apreciar opções como os brownies, carro-chefe do cardápio do local, com sabores como Nutella, Oreo e doce de leite, todos com cobertura de chocolate belga feita na hora, e acompanhados por gelato italiano. Também estão entre as opções bolos secos ou então recheados e com cobertura.
Mezanino das Artes faz parte da iniciativa Giro Cultural, da Fundação Cultural de Curitiba, que promove trabalhos de artistas curitibanos de diversos gêneros, como a música. Além disso, os clientes recebem jogos americanos em branco para que possam desenhar neles. Os melhores desenhos são expostos na entrada da casa. A partir de outubro, estarão disponíveis para leitura livros de vários gêneros e também histórias em quadrinhos.
Em setembro, um novo cardápio à la carte, elaborado pela nova direção do restaurante, deve estrear, com opções como massas e risotos ao funghi. Ainda na seara do entretenimento, o espaço deve começar a receber shows de comédia stand-up, com novidades também a partir do próximo mês. Segundo o Guia Gazeta do Povo apurou, falta apenas o alvará da prefeitura.
No Batel, o Quintana tem uma biblioteca espalhada por toda a casa que o abriga. São mais de 1,5 mil títulos de diversos gêneros, indo da ficção até a filosofia. Com frequência, o Quintana também recebe vernissages com lançamento de exposições, além de abrigar mostras de diversos gêneros. No cardápio, o destaque é a Mesa Gastronômica que, todos os dias, retrata com os pratos a culinária de um país diferente.
Com temática do Velho Oeste, o recém-aberto Trinity Gastronomiadeve receber artistas paranaenses, principalmente, que se apresentarão e farão workshops. Para matar a fome, as opções incluem pratos como o feijão Trinity, uma feijoada com feijão fradinho e tempero à moda da casa, barreado e espaguete com massa de fabricação própria, de terça a sexta. Há também o prato kids, que consiste em carne grelhada acompanhada de batata bolinha, arroz branco e legumes.
fonte: http://guia.gazetadopovo.com.br/materias/lugares-com-comida-e-cultura/

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Aerosmith em Curitiba pode ser a última chance de ver um show deles no Brasil

Aerosmith em Curitiba pode ser a última chance de ver um show deles no Brasil

Você se considera roqueiro (a)? Que tal ser testemunha ocular da História, e ainda por cima pertinho de casa? No dia 27 de setembro, a maior banda de rock-and-roll da América, o Aerosmith, faz na Pedreira Paulo Leminski a última das quatro escalas brasileiras de sua turnê de “despedida” – a Aero-Vederci Baby! Tour 2017. Antes, se apresentam no dia 18 de setembro na Esplanada Mineirão, em Belo Horizonte; no Rock in Rio, no dia 21; e no Allianz Parque, em São Paulo, no dia 24.
Acha exagerado classificar a banda capitaneada pelo vocalista Steven Tyler (69 anos) e pelo guitarrista Joe Perry (66) como a maior dos Estados Unidos? Bem, em primeiro lugar eles estão na ativa desde 1970, e com a mesma formação – com exceção de um período de quatro anos no início da década de 1980, quando os guitarristas Joe Perry e Brad Whitford foram substituídos por Jimmy Crespo e Rick Dufay, respectivamente.
Além disso, é a banda norte-americana que mais vendeu em toda a História, com mais de 150 milhões de álbuns comercializados em todo o mundo. Detém ainda o recorde de discos de ouro e multiplatina para uma banda dos Estados Unidos, emplacou 21 músicas no top 40 da lista das 100 mais da Billboard e nove em primeiro lugar na lista Hot Mainstream Rock Tracks, o ranking das músicas mais tocadas nas rádios rock. Sem falar nos quatro Grammys e nos 10 MTV Video Music Awards acumulados ao longo da carreira.
Porém, o Aerosmith costuma ser reconhecido como uma grande banda de hard rock, mais lembrado pelos gritos e o visual extravagante de Steven Tyler, por baladinhas mela-cueca como “Cryin’”, “Amazing” e “I Don’t Want to Miss a Thing” e pelos inesquecíveis videoclipes estrelados por Alicia Silverstone e a filha mais famosa do vocalista, a atriz Liv Tyler. Ou por ser a primeira banda de rock a ter uma versão exclusiva do videogame Guitar Hero e pelas participações de Steven Tyler no júri do American Idol e no seriado Two and a Half Man. Mas sua importância no panteão do rock transcende as ramificações do gênero, os clipes ou a presença em programas populares de tevê.
O grupo criado em Boston em 1970 tem as raízes fincadas no blues, na country music, no rockabilly e no rock da Invasão Britânica dos anos 1960. Em sua biografia, O Barulho na Minha Cabeça Te Incomoda? – Uma Memória Feita de Rock n’ Roll (Editora Benvirá, 2011, 479 págs.), Steven Tyler conta que a primeira música que “entrou direto em sua veia” – ainda na infância – foi “All for the Love of a Girl”, do cantor norte-americano de country Johnny Horton. Também amava as harmonias dobradas dos Everly Brothers, o blues de Bo Diddley e o rock primordial de Elvis Presley, Chuck Berry, Little Richard e Chubby Checker.
Outras influências foram Beach Boys (cuja música “In my Room” levou Tyler a largar a bateria para cantar), The Animals, Jimi Hendrix, Fleetwood Mac e os britânicos Beatles, Rolling Stones, Yardbirds e Led Zeppelin. Porém, a persona artística do vocalista (incluindo o visual, os lenços no pedestal do microfone e os gritos) foi claramente influenciada por Janis Joplin, a quem ele assistiu no festival de Woodstock. “Ela me tocou fundo e ainda me faz chorar. Ninguém é melhor e mais sagrado do que Santa Janis”, resume Tyler na autobiografia. Joe Perry, por sua vez, a outra metade da alma musical da banda, é claramente influenciado pelo blues.
Na “árvore genealógica do rock”, pode-se dizer que o Aerosmith bebeu na fonte do blues, do country e do rock clássico para ajudar a criar o hard rock, ao dar sequência ao legado de bandas como Led Zeppelin e New York Dolls. Ou seja, a trilha aberta pelo grupo de Steven Tyler e Joe Perry nos Estados Unidos foi seguida na sequência por bandas como Van Halen, Kiss, Def Leppard, Quiet Riot, Guns N’ Roses, Whitesnake, Mötley Crüe, AC/DC, Scorpions, Skid Row, ZZ Top, Twisted Sister e Bon Jovi, entre outros.
Sobreviventes
Poucas bandas emplacaram tantos hits ao longo dos anos como o Aerosmith. Quase todos os 15 álbuns de estúdio da banda tiveram uma ou mais faixas de grande sucesso. As exceções foram os três discos lançados na época de maior turbulência, o fim dos anos 70 e início dos 80: Night in the Ruts (1979), Rock in a Hard Place (1982) e Done With Mirrors (1985).
E poucos grupos superaram tantos desafios para seguir em frente. Começando pelos maiores clichês do rock, os problemas com drogas, as brigas entre os integrantes e a interferência das esposas/namoradas. Passando por acidentes automobilísticos, quedas e apagões no palco, intrigas, o peso dos anos e até um câncer – o baixista Tom Hamilton foi diagnosticado com um tumor na garganta em 2011, e considerado curado em 2015. Só Steven Tyler passou por oito clínicas de reabilitação entre 1983 e 2010, para se livrar da dependência em drogas.
Mas o Aerosmith quase acabou mesmo entre o fim da década de 1970 e a metade dos anos 1980. E por causa de um copo de leite! Em 28 de julho de 1979, a banda se apresentou no festival World Series of Rock em Cleveland, encabeçando um line-up que tinha ainda Ted Nugent, Journey, Thin Lizzy e AC/DC. Nos bastidores, Elyssa, então esposa de Joe Perry, começou uma briga feia com Terri Hamilton, mulher do baixista Tom, e jogou um copo de leite nela. O guitarrista saiu em defesa da mulher e Tyler, enfurecido com a situação, demitiu Joe Perry. O guitarrista-base, Brad Whitford, deixou o grupo em 1981.
Steven Tyler só voltou a falar com Joe Perry em 1983, quando soube que o guitarrista havia sido convidado para tocar com Alice Cooper. A banda voltou a reunir sua formação clássica no início de 1984. Não por acaso, os três álbuns lançados nesse período foram os que tiveram o pior desempenho na carreira do grupo: Night in the Ruts (1979), Rock in a Hard Place (1982) – o único sem Joe Perry e Brad Whitford – e Done With Mirrors (1985).
Entretanto, mesmo com a reunião, a banda continuava decadente na metade dos anos 1980. A ressurreição viria em 1986, de uma forma inusitada: o convite do grupo de rap Run-DMC para regravar “Walk this Way”, lançada pelo Aerosmith onze anos antes, no álbum Toys in the Attic. A parceria, que também rendeu um clipe antológico, ajudou o rap a se consolidar entre os ouvintes brancos, foi o primeiro single do gênero a figurar no top 10 da Billboard e levou o Run-DMC a ser o primeiro artista de hip-hop a ser capa da Rolling Stone. Mas quem mais ganhou com a união foi o Aerosmith: voltou a tocar nas rádios de música jovem e ao topo das paradas. Tanto que o álbum seguinte à gravação com o Run-DMC, Permanent Vacation (1987), vendeu 5 milhões de cópias – dez vezes mais que o antecessor, Done With Mirrors (1985). Daí em diante, a banda de Boston conseguiu se manter no topo do rock mundial.

Show em Curitiba

A julgar pelo repertório que a banda tem apresentado na atual turnê, o show na Pedreira Paulo Leminski deve ter 19 músicas. Dessas, seriam quatro covers (“Stop Messin’ Round” e “Oh Well”, do Fleetwood Mac; “Come Together”, dos Beatles; e “Mother Popcorn”, de James Brown); três faixas de Get a Grip (“Cryin’”, “Eat the Rich” e “Livin’ on the Edge”); outras três de Toys in the Attic (“Sweet Emotion”, “Toys in the Attic” e “Walk this Way”); duas de Nine Lives (“Falling in Love (Is Hard on the Knees)” e “I Don’t Want to Miss a Thing”); duas de Permanent Vacation (“Dude (Looks Like a Lady)” e “Rag Doll”); duas de Pump (“Janie’s Got a Gun” e “Love in an Elevator”); uma do álbum de estreia (“Dream On”); uma de Done With Mirrors (“Let the Music Do the Talking”) e uma gravada ao vivo (“Chip Away the Stone”).
fonte: http://guia.gazetadopovo.com.br/materias/aerosmith-em-curitiba-deve-ser-o-ultimo-da-carreira-da-banda-no-brasil/
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